Novembro 9, 2023

Esclarecendo dúvidas sobre a Lei de Nacionalização por Origem Sefardita

A gerente geral da AIM Global, Caterina Utili, teve uma conversa animada com Victoria Walsh, apresentadora do programa Café Plus na Rádio TXS. A discussão centrou-se principalmente no Decreto-Lei 30-A/2015 de Portugal, também conhecido como "Lei da Naturalização por Origem Sefardita", que promove a aquisição da nacionalidade portuguesa por descendentes de judeus sefarditas.

Esta lei, promulgada em 2015, não esteve isenta de controvérsia a nível local. Contudo, desde a sua última alteração, em setembro de 2022, os pedidos de nacionalidade portuguesa com base na origem sefardita têm aumentado, ultrapassando atualmente os 74. E, dado que apenas cerca de 300 pessoas tiveram os seus pedidos recusados, existe uma elevada probabilidade de sucesso. No entanto, esta janela de oportunidade tem um prazo de validade, uma vez que a lei expira a 31 de dezembro deste ano. 

“Embora na prática isso possa mudar”, afirmou Utili. “Por isso é importante que nossa equipe esteja em Portugal, pois nossos advogados se mantêm atualizados sobre todas as notícias, as mudanças recorrentes e as propostas de lei que são apresentadas diariamente. Por ora, o prazo para inscrição é 31 de dezembro, mas, novamente, isso pode mudar”, declarou.

Considerando os recentes acontecimentos políticos em Portugal, poderão ocorrer alterações legislativas, embora nada esteja definido neste momento. Segundo relatos. IMI DiárioO que seria interrompido é a iniciativa que buscava acabar com o regime de isenção fiscal conhecido como Residência não usualmente frequente ou NHR. Este regime permaneceria em vigor.

O objetivo desta “lei sefardita” é corrigir uma dívida histórica, reconhecendo e restituindo aos descendentes dos judeus sefarditas que foram expulsos da Península Ibérica durante a Inquisição (1492-1495). 

O profissional destaca que este aspecto é importante esclarecer “pois há pessoas que nos procuram dizendo: ‘Não tenho um sobrenome português, mas sim espanhol.’ De fato, neste caso não estamos falando de Portugal ou Espanha (atualmente), mas sim dos judeus originários da Península Ibérica; portanto, pode ser um sobrenome como Bravo, que, embora não esteja diretamente relacionado a Portugal, tem origem sefardita na Península Ibérica.”

Com relação à atualização mais recente desta lei, é importante ressaltar que, além de comprovar a origem sefardita, é necessário demonstrar algum vínculo efetivo com Portugal. Os advogados da AIM Global desempenham um papel crucial nesse sentido, tendo já investigado como esse vínculo pode ser documentado. 

“Em última análise, a lei ainda não foi totalmente interpretada”, esclarece Caterina. “No entanto, o que esta última atualização diz é que a ligação deve ser demonstrada de duas maneiras: primeiro, possuindo ou detendo direitos ou bens em Portugal; e segundo, demonstrando viagens regulares ao país.” 

“Esses dois pontos, sem aconselhamento, parecem muito limitantes”, continua ele. “Mas o que tem sido feito, e o que os advogados têm investigado, é que se optar por ter um imóvel em Portugal, sugere-se a compra de ações de uma empresa pública portuguesa. É assim que tentamos colmatar as lacunas e tornar esta documentação mais viável.” 

Outra opção sugerida pela AIM Global é fazer uma doação à Comunidade Luso-Israelense. Essa comunidade, por lei, ajuda a validar esses documentos e essa herança sefardita. "É assim que tentamos ajudar o cliente; acreditamos que é muito importante contar com um especialista nesse processo", enfatiza o profissional.

O Gerente Geral da AIM Global explica brevemente o processo da AIM Global, que foi dividido em 4 etapas para torná-lo mais viável para o cliente:

1.- Pré-análiseO serviço está aberto a qualquer pessoa que deseje saber se possui ascendência sefardita. É simples e requer apenas o fornecimento de informações sobre a linhagem familiar do cliente, de ambos os lados. Quanto mais informações forem fornecidas, melhor, pois isso permite ao genealogista determinar mais rapidamente se vale a pena ou não prosseguir com o estudo genealógico. Esta etapa custa 50 euros.

2.- Estudo genealógico. Esta é uma etapa mais complexa, que envolve o estudo de 500 anos de história e, portanto, é muito mais cara, porém necessária. Pode ser feita com ou sem a AIM Global, mas recomendamos o nosso genealogista. É importante lembrar também que não é necessário ser judeu, mas é preciso comprovar a sua linhagem, e este estudo é fundamental para isso. Somente com este estudo você poderá prosseguir para a terceira etapa.

3.- Aplicação antes da Comunidade Judaica Portuguesa e do Registo Civil Português. Estes são processos paralelos, onde, como já foi referido, a Comunidade Judaica ajuda a validar a documentação do requerente. Se a resposta destas entidades for positiva, o processo avança para a quarta e última fase.

4.- Inscrição como cidadão portuguêsA AIM Global acompanha o cliente até esta etapa, que, uma vez concluída, garante imediatamente uma série de direitos, tais como: viver e trabalhar em Portugal ou em qualquer país da União Europeia, sem necessidade de procedimentos excessivamente burocráticos, circular livremente dentro do Espaço Schengen, o direito de voto, entre outros.
Se você tem interesse em determinar se seu antepassado tinha ascendência sefardita, estamos à disposição para auxiliar na pesquisa e no processamento da documentação necessária para comprovar sua alegação. Não hesite em nos contatar. entre em contato conosco.

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