Junho 10, 2025

Os investidores chineses estão perdendo o interesse nos EUA? 

Durante décadas, os Estados Unidos foram considerados o principal destino para investidores chineses em busca de segurança, oportunidades educacionais e crescimento econômico. No entanto, nos últimos anos, essa tendência começou a mudar. 

Fatores como tensões geopolíticas, políticas de imigração restritivas e uma percepção de hostilidade em relação à China estão impulsionando uma mudança significativa nas preferências dos investidores chineses, que agora exploram novas oportunidades fora dos Estados Unidos.

O fim do “sonho americano”

De acordo com declarações de Henry Fan, CEO do Globevisa Group, em entrevista à IMI DiárioEstá ocorrendo uma mudança cultural entre os emigrantes chineses. O que antes era considerado um "destino dos sonhos" agora é visto com ceticismo.

A percepção de que os Estados Unidos estão adotando uma postura "agressiva" prejudicou sua popularidade entre os cidadãos chineses de alta renda.

A proposta do chamado “gold CardO programa do governo Trump — uma residência doada no valor de 5 milhões de dólares com processo de cidadania acelerado — pode gerar concorrência internacional no setor de mobilidade de investimentos. 

No entanto, mesmo com incentivos fiscais, os especialistas preveem uma procura moderada caso as atuais barreiras culturais e políticas persistam.

Diversificação geográfica: Espanha, Japão e América Latina

Diante desse cenário, os investidores chineses estão ampliando seu escopo e considerando alternativas mais receptivas. 

Na Europa, a Espanha tem atraído bastante atenção, principalmente no setor imobiliário. A estabilidade política, a qualidade de vida e, até recentemente, os programas de residência por investimento tornam o país uma opção atraente. Esse cenário é ainda mais reforçado pelo crescente interesse em outras jurisdições europeias, como Portugal e Itália.

Na Ásia, o Japão emergiu como um destino fundamentalparticularmente desde a pandemia. O conceito de “run-ologia” — um termo cunhado nas redes sociais chinesas para se referir à arte de emigrar — reflete uma crescente conscientização e preparo entre os cidadãos chineses para se mudarem para ambientes mais seguros e abertos.

Segundo estimativas da Henley & Partners, mais de 13,500 milionários chineses emigraram em 2023, muitos deles para o Japão, em busca de estabilidade, educação para os filhos e proteção patrimonial.

Mas a diversificação não se limita à Europa e à Ásia. A América Latina também está no radar. O Chile, em particular, fortaleceu seus laços com a China por meio de acordos de livre comércio e cooperação econômica. O mercado chileno é visto como uma porta de entrada para a América do Sul, oferecendo segurança jurídica, crescimento econômico e uma localização estratégica para investimentos chineses.

O Chile também se destaca por a força do seu passaporte, considerada a mais poderosa da América do Sul, com acesso sem visto a 175 destinos, incluindo os EUA e a União Europeia. 

Além disso, os cidadãos chilenos poderão entrar na China sem visto a partir de junho de 2025. A relação bilateral entre os dois países é sólida, sustentada pelo Acordo de Livre Comércio e pela participação de ambos na APEC. 

Para o gigante asiático, o Chile representa um destino atraente devido às suas vantagens migratórias, comerciais e geopolíticas.

Novas prioridades para investidores chineses

As motivações que levam esses investidores a deixar seus países evoluíram. Não se trata mais apenas de acumular riqueza, mas de garantir estabilidade familiar, liberdade individual e acesso a sistemas de educação e saúde de qualidade. 

Em muitos casos, esses fatores superam o apelo financeiro que países como os EUA ainda poderiam oferecer.

Nesse contexto, programas de residência e cidadania por investimento que oferecem flexibilidade, ambientes acolhedores e benefícios tangíveis estão em melhor posição para atrair essa nova onda de migração asiática. 

A tendência indica uma crescente preferência por países que promovem o empreendedorismo, o talento e a inovação, em vez daqueles que impõem barreiras ou restrições geopolíticas.

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A perda de interesse dos investidores chineses nos Estados Unidos não significa uma diminuição em seu ímpeto migratório, mas sim uma reconfiguração estratégica em direção a destinos que combinem estabilidade, abertura e oportunidades reais. 

Espanha, Itália, Portugal e também países latino-americanos, como o Chile, representam hoje alternativas concretas dentro do novo mapa global da mobilidade por investimento.

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