Trabalhadores digitais: por que escolhem a Europa para se estabelecer?
A maioria dos especialistas em trabalho em todo o mundo concorda que o mundo do trabalho mudou para sempre nos últimos quatro anos. Os dados mais recentes sobre trabalhadores migrantes, ou trabalhadores digitais, corroboram essas teorias, como os mais de 15.200 nômades digitais que escolheram Lisboa como lar. Essa tendência, que já se desenvolvia antes de 2020, tornou-se particularmente relevante quando muitas pessoas foram obrigadas a trabalhar em um local específico.
É compreensível que muitos trabalhadores remotos, como a maioria dos trabalhadores digitais, considerem muito tentador obter o cobiçado passaporte europeu e, ao mesmo tempo, um lugar acolhedor para viver. Isso é especialmente verdadeiro considerando que alguns gigantes da tecnologia, como o magnata e agora filantropo Bill Gates, declararam que devemos estar mais bem preparados para o que ele descreveu como as "novas pandemias do futuro".
Nesse sentido, grande parte da comunidade de trabalhadores da área de tecnologia, que tende a se identificar com o criador do sistema operacional Windows, decidiu buscar programas que lhes permitissem viver em locais mais tranquilos do que as grandes cidades. Além disso, vistos como o de "Nômade Digital" oferecido por Portugal, bem como um programa similar na Espanha, permitem que trabalhem remotamente por anos no país, obtendo também residência europeia.
As vantagens de trabalhar na Europa
Sem dúvida, o principal atrativo que muitas pessoas consideram ao solicitar esse tipo de visto é a possibilidade de escolher onde irão trabalhar. Por exemplo, para obter o visto Nômade DigitalTambém conhecido como DR, você precisa ter um emprego com contrato ou ser autônomo, ganhando no mínimo €3040. Isso, juntamente com a comprovação de residência, permitirá, entre outras coisas, que você escolha onde morar em Portugal.
Assim, Portugal conseguiu atrair mais de 15.200 nômades digitais para trabalhar no país.Isso gerou uma verdadeira corrida no mercado imobiliário do país. Segundo especialistas portugueses, como Rita Silva, "o mercado está desatualizado e já não se centra nas pessoas que vivem e trabalham em Portugal, mas sim no investimento estrangeiro".

Este fator, aliado à potencial implementação da nova lei da habitação no país, conhecida como “Mais Habitação”, nos próximos meses, colocou em alerta um mercado reconhecido pela sua preferência por investimento estrangeiro. Dado que o rendimento mínimo para o visto de Nómado Digital é de 3.040 €, a maioria dos imóveis para arrendamento visa esse nível de rendimento, em vez de valores acessíveis ao cidadão português médio, cujo salário ronda um terço desse montante.
Outros vistos de trabalho para trabalhadores digitais
No caso da Espanha, os requisitos são um pouco mais rigorosos, exigindo comprovação de poupança superior a € 25.000 para solicitar o visto. O principal benefício é a redução de impostos, com uma percentagem fixa da renda tributada em até 24%, em comparação com os 48% pagos por outros trabalhadores na Espanha.
Outra opção muito importante para trabalhadores digitais é o visto português D3, também conhecido como HQA, que significa "Trabalhador Altamente Qualificado". Ele permite que professores universitários, profissionais da cultura e outros trabalhadores técnicos de alta qualidade se desenvolvam no país.
Como sempre, a principal vantagem de obter esses vistos é a rapidez do processo. Com requisitos simples e a orientação de empresas como a AIM Global, você pode estar trabalhando no local dos seus sonhos em apenas alguns meses. Esses vistos, que incluem um passaporte europeu, também permitem viagens rápidas e seguras dentro do Espaço Schengen.
Mais opções
Além desses vistos, Portugal, por exemplo, possui outros programas muito atrativos para profissionais da área digital. Um exemplo é o visto D2, conhecido como "Visto Startup", que permite estabelecer uma empresa de tecnologia no país. Este visto oferece uma série de benefícios fiscais, bem como residência.
Este tipo de visto também permite que os funcionários da empresa se inscrevam e obtenham um passaporte europeu, desde que cumpram os requisitos. É um programa muito atrativo, que leva muitas empresas deste tipo a estabelecerem-se em Portugal, não só pelos benefícios fiscais, mas também pelas paisagens deslumbrantes de regiões como o Algarve, no sul do país.
Por fim, existem outros vistos semelhantes, como o E6.1, também conhecido como visto "Working Holiday". Entre os requisitos para este visto, que permite viver em Portugal por 12 meses, estão ter um passaporte válido por esse período, meios financeiros suficientes para se manter durante esse tempo no país e uma passagem de regresso a Portugal, com meios para a comprar. Sem dúvida, todas estas opções são muito atrativas para qualquer profissional da área digital. Convidamos você a entrar em contato conosco. Se você tiver alguma dúvida ou quiser iniciar o processo de trabalhar e viver no paraíso.


