Nacionalidade italiana por descendência: implicações da nova decisão judicial
A nacionalidade italiana por descendência é um direito historicamente reconhecido pela legislação italiana, segundo o princípio de sanguinis iusEste princípio estabelece que toda pessoa com ascendência italiana tem o direito de solicitar o reconhecimento da nacionalidade, independentemente do seu local de nascimento.
Em janeiro de 2025, o governo italiano promulgou o chamado Decreto Tajani, que impôs uma limitação geracional a esse direito. De acordo com esse decreto, apenas os filhos e netos de cidadãos italianos poderiam obter a cidadania italiana. Isso exclui as gerações anteriores, mesmo que pudessem fornecer provas documentadas de seu parentesco consanguíneo.
No entanto, em julho de 2025, o Tribunal Constitucional da Itália emitiu uma decisão importante questionando a constitucionalidade desse limite geracional. De acordo com a decisão, estabelecer restrições com base no número de gerações contraria princípios fundamentais consagrados na Constituição italiana. Para a Constituição italiana, o sanguinis ius É um direito inerente ao laço sanguíneo e não à proximidade geracional.
O Decreto Tajani foi revogado?
Não. O Decreto Tajani permanece em vigor administrativamente. Isso significa que os consulados italianos e outros órgãos estatais continuam a aplicar suas disposições. A recente decisão judicial não invalida formalmente o decreto, mas estabelece um precedente jurídico importante.
Na prática, isso significa que aqueles que foram excluídos do reconhecimento da cidadania por ultrapassarem o limite geracional agora podem recorrer aos tribunais para contestar essa exclusão. A decisão não implica uma mudança automática para todos os requerentes, mas fornece uma base sólida para aqueles que buscam exercer seu direito além da segunda geração.
Um passo legal em frente, mas não uma solução automática.
A decisão do Tribunal Constitucional deve ser interpretada com cautela. Embora fortaleça a posição de muitos descendentes de italianos, não garante o acesso direto ou imediato. A via administrativa permanece sujeita ao Decreto Tajani, enquanto a via judicial exige preparação, assessoria jurídica especializada e documentação completa que comprove o vínculo genealógico.
Portanto, esse novo cenário jurídico não abre automaticamente as portas a todas as partes interessadas, mas oferece novas ferramentas legais para aqueles que desejam apresentar sua solicitação por via judicial.
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A recente decisão do Tribunal Constitucional representa um passo significativo na defesa do direito à cidadania italiana por descendência, ao contestar a validade de um limite geracional que excluía milhares de descendentes. No entanto, o Decreto Tajani continua a ser aplicado pela administração italiana, pelo que cada caso deve ser analisado em detalhe.
A melhor maneira de proceder neste contexto é obter informações de fontes oficiais e procurar aconselhamento de profissionais especializados em direito de imigração e cidadania.
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